SOB NOVA DIREÇÃO, DEMISSÕES EM MASSA

SOB NOVA DIREÇÃO, DEMISSÕES EM MASSA

Sob nova direção, demissões em massa (fonte – O Globo On Line – Educação)O Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (SINPRO) entrou com duas ações judiciais na Justiça do Trabalho para sustar a demissão em massa de mais de 450 professores como parte da reestruturação promovida pela Galileo Educacional, que comprou a UGF no ano passado. Parte deles seria substituída por funcionários terceirizados. Sobre o assunto, o grupo informou através de uma nota que está em andamento mudanças no corpo administrativo e acadêmico da instituição, devido a nova gestão.Segundo a advogada do sindicato Rita Cortez, a falta de informações sobre os motivos das dispensas em massa e dos critérios eleitos pelas universidades também pode esconder atitudes discriminatórias, tais como dispensa em razão da idade e sexo, que são proibidas por lei.- Também apresentamos uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho que já agendou uma audiência para o dia 17 de janeiro. Nesta denúncia o Sindicato está questionando a validade das demissões processadas por orientação da nova mantenedora da Gama Filho e da Universidade – diz.Em 2011, a família que comandava a Gama Filho desde a sua fundação vendeu a universidade para a Galileo Educacional, uma gestora criada especialmente para atuar no mercado da educação superior. Depois da Gama Filho, o grupo adquiriu o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), que vivia em dificuldades financeiras, e pretende promover uma sinergia das operações. Para viabilizar essas as aquisições a Galileo realizou uma emissão de debêntures no valor de R$ 300 milhões de reais. Curiosamente, foi dado como garantia desses títulos as mensalidades dos alunos de Medicina da UGF. Segundo informações do próprio grupo, em dezembro de 2010, o dinheiro a receber estimado com base nas matrículas já feitas chegaria a R$ 296 milhões.Em outra nota, a Galileo Educacional justificou os aumentos pela mudança de entidade filantrópica para entidade com fins lucrativocs, que gerou um crescimento dos custos de R$ 25,48%. A gestora aponta também diversos investimentos que estão em andamento na universidade para justificar o reajuste como aumento do acervo bibliográfico, obras em diversos prédios e inauguração do único hospital universitário privado do Rio de Janeiro, na Barra. Já a ouvidora da UGF, Verônica Campos, disse em mensagem postada no site “Reclame aqui”, que seriam dados descontos para facilitar a permanência dos veteranos. O valor na mensalidade para os futuros estudantes giraria em torno de R$ 3.700 no caso do curso de Medicina, abaixo dos R$ 3.450 cobrados dos atuais alunos após o reajuste.
FONTE: GLOBO ON LINE –  Editoria Educação – por Rodrigo Gomes – publicada em 13 de janeiro de 2012, às 18h22, com atualização às 19h04

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *